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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

É possível vencer sem ter que derrotar ninguém?



A Sociedade Global já é uma coisa concreta. Hoje, é possível entrar em contato com diversas partes do planeta em segundos. A revolução tecnológica caminha a passos largos, facilitando cada vez mais a superação dos obstáculos para a solidificação de tal sociedade. Muitos dos profissionais e têm se beneficiado dessa realidade. Porém, no campo da ética, para se ter uma sociedade global onde qualquer cidadão tenha orgulho de viver, ainda estamos muito atrasados. Diversos valores devem ser questionados, entre eles, o significado da palavra vencedor. Não há nada de ruim em ser um vencedor. Principalmente quando se trata de vencermos as adversidades, tais como: a doença, a miséria, as desigualdades sociais, o preconceito e a discriminação, etc. Enfim, vencer tudo isso é muito bom e faz a humanidade evoluir. A explicação do porquê as aves voam em formação em “V”, quando estão migrando, é um dos mais belos exemplos de como podemos vencer dignamente. O problema é que, cada vez mais, se propaga pelo mundo a valorização de outro tipo de vencedor, que é aquele que derrota o outro. Lembro-me de ter assistido uma vez um lindo filme onde um menino, portador da Síndrome de Down, estava em uma paraolimpíada e, justamente quando ele disputava uma corrida e estava em primeiro lugar, um dos competidores tropeçou e caiu. Então, nosso amiguinho imediatamente parou e foi ajudar seu coleguinha. O fato foi aplaudido no mundo inteiro e virou até filme. Agora eu pergunto: em uma “olimpíada normal”, onde os países se “mordem” para ganhar o ouro e exigem esforços sobre-humanos de seus atletas, será que uma pessoa que estivesse em primeiro lugar, prestes a alcançar o ouro olímpico, pararia para ajudar o outro? Mesmo que tivesse alguém com esse espírito de solidariedade, será que os dirigentes e políticos de seu país iriam aplaudi-lo? Ou iriam dizer: “Idiota, você estava em primeiro lugar, prestes a trazer o ouro olímpico para seu país. Você não sabe que existem médicos de plantão ali? Por que você tinha que fazer isso? Você não pensou em seu país?” Talvez, algumas pessoas o aclamariam como herói, mas a maioria o chamaria de burro, porque o mais importante, é o “Culto ao Vencedor”. Tanto que, o que conta ali é o número de medalhas que cada país conquistou. É interessante observar que, como é muito difícil vencer a todos (e o ser humano tem sede de vencer), além de existirem aqueles que não aceitam sequer ficar em 2º lugar, existem também aqueles que, para diminuírem as suas frustrações (e esses são a grande maioria), estão sempre, de forma camuflada ou não, procurando uma oportunidade para derrotar alguém. Ou seja, estão sempre competindo. Cada vez mais, a maioria das pessoas procura humilhar, subjugar ou mesmo “tirar um sarrinho” do outro, ao invés de procurar construir uma vida melhor para todos. Muitas vezes, podemos notar claramente que os problemas não estão no fato de sermos de religiões, partidos políticos, torcidas e, inclusive, EMPRESAS DIFERENTES, pois quando queremos criticar o outro, acabamos sempre encontrando um motivo para apontar as falhas. Ou seja, dizemos: “Somos do mesmo time, ou empresa, ou religião, mas ele atua errado!”. Nós, profissionais de Marketing de Relacionamento, temos a chance de levar o exemplo de vencer em grupo, a milhões de pessoas. Vamos aproveitar ao máximo essa chance e evitar que essa forma de “vencer o outro”, se torne um estilo de vida duplicado em nossas organizações e no trabalho secular. Está em risco a própria sobrevivência da humanidade. Portanto, é necessário que se criem formas de exaltarmos a maneira mais justa de sermos vencedores que é: ao invés de tentarmos ser melhores que os outros, é melhor procurarmos formas para que todos possamos melhorar a nós mesmos. Mais importante do que exaltarmos o “número um” , “o melhor negócio”, “o que paga mais” “o campeão”, é necessário criarmos formas de valorizar cada vez mais os padrões de “sucesso coletivo” e exaltarmos todos que estão comprometidos com esses padrões.

Fonte José Carlos Ramosem
Adaptado pelo Prof.Erickson Ribeiro

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