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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Empreender-PB atrai empreendedores de diversas áreas do mercado


A linha de crédito Individual está realizando palestras e capacitações, a cada semana, para atender empreendedores de diversas áreas de atuação no mercado paraibano, que se inscrevem todos os dias no Empreender-PB. Cerca de 200 comerciantes da Capital já estão no processo de levantamento socioeconômico e 78 inscritos e capacitados em Itabaiana receberão visitação técnica até o final deste mês.
Washington Pereira de Lima, comerciante há quase 10 anos, possui um box de frios e laticínios no Mercado Central. Ele está realizando seu primeiro empréstimo pelo Empreender-PB e disse que resolveu solicitar o crédito depois que observou as vantagens e benefícios do Programa. Washington quer investir em equipamentos e modernização do espaço onde trabalha com a família. “O curso abriu meus olhos sobre como melhor administrar e planejar os meus investimentos nos negócios, e até na vida mesmo”, afirmou o empreendedor.
Proprietária de uma pousada em Praia Bela, Litoral Sul do Estado, Carmina Medeiros de Lucena Neta, 23 anos, falou que se inscreveu no Programa devido aos juros baixos e à carência oferecida. “É a primeira vez que faço um empréstimo e procurei o Empreender depois que tive ótimas referências do Programa. Quero investir em melhorias e modernização dos apartamentos da pousada”, declarou Carmina.
Islânia Guedes Lacerda, 24 anos, procurou o Empreender-PB para conseguir iniciar o próprio negócio. Ela disse que já tem o ponto comercial e com a ajuda do esposo pretende abrir uma lanchonete. “Eu e meu esposo queremos nos dedicar exclusivamente ao nosso negócio. Estamos tentando realizar esse sonho e vamos conseguir”, assegurou.
O técnico operacional da linha Individual do Empreender- PB, Giuliano de Araújo Gama, ressaltou que o programa está realizando várias ações na Capital e outras regiões do Estado, como no caso de Itabaiana, que já capacitou 78 empreendedores. Segundo ele, as palestras e capacitações na sede do Empreender-PB devem atender todos os inscritos da Capital e grande João Pessoa. “Vamos realizar visitas técnicas, até o final deste mês, em Itabaiana. Também estamos chamando cerca de 30 empreendedores da Capital, por semana, para participarem das palestras e capacitações. Vamos chamar todos os que se inscreveram, é só aguardar”, garantiu o gestor.
O curso acontece na sede do Programa, na Avenida Almirante Barroso, bairro da Torre, e apresenta fórmulas que ajudam os empreendedores a obter êxito nos negócios, além de prestar suporte aos iniciantes. Os participantes dos cursos apresentam negócios nas diversas áreas de mercado como alimentação, beleza, confecção de roupas, artesanato, informática, hotelaria, produção e serviços.
O Empreender Paraíba já efetuou quase 14 mil inscrições de pessoas de todos os municípios paraibanos que procuram o Programa. Os interessados em conhecer ou ingressar no processo de aquisição do empréstimo pelo Empreender-PB pode entrar em contato pelo telefone (83) 3218-4428 e redes sociais: Fan Page ‘Empreender Paraíba’ e Twitter ‘@EmpreenderPB’. Para os que pretendem adquirir o empréstimo, o primeiro passo é realizar a inscrição pelo site http://www.empreender.pb.gov.br/.

Construindo negócios de alto crescimento

Por Marcos Hashimoto*
 Divulgação Empreendedorismo se resume basicamente a duas coisas: escolher um negócio que valha a pena e procurar não quebrar. Todo o resto é detalhe. Nos primeiros anos de vida de qualquer startup é preciso ficar de olho no fluxo de caixa e não no lucro. Qualquer negócio sobrevive sem lucro, mas nenhum pode sobreviver sem dinheiro.
- Um dos maiores problemas que impede as pessoas de empreender é o medo, o medo de assumir responsabilidades, o medo de errar. Portanto, uma das primeiras coisas que precisamos fazer é assumir nosso medo e reconhecer a importância de fracassar durante o processo de empreender.
- Planos de negócios não servem para nada. Servem apenas para reduzirmos nossa insegurança que o medo gera e o risco de fracassar, mas não passa de uma ilusão. Um plano de negócios para uma startup é o mesmo que um garoto de 12 anos planejar seu casamento. Se fizer um plano de negócios, use-o para estruturar sua ideia apenas e não para segui-lo à risca.
- Outro grande problema é vender. Não sabemos vender e esse é o principal motivo pelo qual os negócios quebram. Precisamos primeiro vender e, se bem sucedidos, só então desenvolver e entregar o produto ou serviço. Praticar esse exercício com frequência ajudará o empreendedor a ver o produto do ponto de vista do cliente e não só do empreendedor.
- Fundos de capital de risco, embora representem a panacéia para o empreendedor, não devem ser vistos como melhor fonte de recursos financeiros. A tentadora ideia de obter fundos e compartilhar riscos não deve suplantar a necessidade de compartilhar decisões e dividir os ganhos. Os chamados ‘venture capitalists’ vão tirar aquilo que o empreendedor mais preza: a liberdade. Eles são loucos pisando no acelerador do negócio que o empreendedor dirige, só que o VC tem cinto de segurança, o empreendedor não.
- Empreendedorismo é regido pelo acaso. Por isso administradores não dão bons empreendedores, pois não aceitam o acaso, as pessoas procuram padrões onde não existem padrões. Cada caso de sucesso que conhecemos possui uma fórmula própria, que combina diversas variáveis aleatoriamente e não se repete em outras circunstâncias.
- Prefira montar empresas que geram negócios com outras empresas. O varejo está saturado e as oportunidades são limitadas. No mundo ‘business-to-business (B2B)’ há uma infinidade de oportunidades pouco exploradas.
- Saiba quem é o seu cliente. Ao contrário do que possa pensar, não é sempre aquele que usa seu produto e nem quem o ama. No final das contas, seu cliente é aquele que paga as contas. O cliente paga pela percepção de valor que ele atribui ao seu produto. Por isso, ao invés de encontrar um mercado e conceber um produto para ele, é melhor conceber o produto primeiro e depois encontrar um cliente que vai perceber o valor dele.
- Além disso, ao invés de pensar no mercado ideal ou de estabelecer metas para o negócio, na sua fase de startup, é melhor o empreendedor pensar nos recursos que tem, nas pessoas que conhece e nas competências que domina. Se esse conjunto ajuda a resolver a dor de alguém, então dá para começar a construir o negócio.
- Pense no seu modelo de negócio. Descubra qual é a lógica do negócio, de que forma o atendimento da proposição de valor do cliente pode ser atendida na configuração do negócio. Para isso, é preciso entender quais são os canais para atingir o cliente, os processos-chave para entregar o valor esperado, quem é o cliente, quais são os parceiros, as fontes de receita e os recursos necessários.
- O custo do capital é diretamente proporcional ao risco. O papel do empreendedor ao tomar capital de terceiros é reduzir a percepção de risco. Isso é obtido através de um bom planejamento, uma boa reputação, credibilidade, liquidez de ativos e contrapartida (o empreendedor também precisa entrar no risco).
- Uma ótima forma de reduzir o risco é crescer. Crescer de forma sustentável. Pode-se crescer com novos mercados, novos produtos e novas parcerias. O grande dilema do empreendedor nesse momento é adquirir a capacidade de delegar. Não há crescimento sem a confiança de poder deixar decisões importantes na mão de outras pessoas. Por isso, se houver um investidor de risco no negócio, o crescimento rápido será inevitável, só que as chances são de que 25% dos empreendedores apenas se mantenham à frente do negócio após quatro anos.
- No processo de crescimento é importante ter pessoas-chave compartilhando a gestão do negócio. Contratar bons profissionais é uma habilidade necessária para o empreendedor. Normalmente se leva um mês depois de contratar para descobrir que contratou errado e 18 meses para despedi-lo. O ideal é ser devagar na contratação e rápido na demissão. Embora competências e habilidades sejam importantes, mais importante ainda é a percepção de engajamento com a missão do negócio. O papel do empreendedor ao escolher colaboradores é passar este senso de missão.
- Ao escolher um sócio, verifique se ele possui competências complementares à sua, alguém que possa assumir áreas que você não domina, que tenha valores, princípios e crenças comuns, que seja flexível e que tenha a mesma visão de futuro sobre o negócio.
- Uma outra opção para dividir responsabilidades é criar um conselho consultivo. O conselho ajuda a tomar decisões estratégicas e pode ver aspectos do negócio fora da percepção dos sócios. Normalmente é formado por especialistas do mercado, consultores, executivos de outras indústrias e amigos de confiança, no máximo seis membros. O conselho deve sempre ter algum tipo de compensação, seja através de uma remuneração fixa, participação nos lucros ou ações da empresa.
* Marcos Hashimoto é professor de empreendedorismo do Insper, consultor e palestrante (www.marcoshashimoto.com)