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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Islamismo e Proteção do Meio Ambiente


A proteção ambiental é um aspecto importante do islamismo. Sendo administradores da Terra, é responsabilidade de todo muçulmano cuidar do meio ambiente de forma pró-ativa. Existe um propósito definido por trás da criação de diferentes espécies, sejam plantas ou animais. Os muçulmanos são encorajados a refletir sobre a relação entre organismos vivos e seu meio ambiente e a manter o equilíbrio ecológico criado por Deus. A proteção do meio ambiente é essencial para as crenças islâmicas e a humanidade tem a responsabilidade de assegurar a guarda do meio ambiente.


Proteção do meio ambiente e conservação de recursos 

A perspectiva islâmica sobre proteção ambiental reflete uma imagem positiva sobre o Islã e como ela abarca todas as questões que os humanos enfrentam na Terra. A atitude islâmica em relação à conservação do meio ambiente e dos recursos naturais não se baseia apenas na proibição da exploração excessiva, mas também no desenvolvimento sustentável. O Alcorão Sagrado diz:

"É Ele quem vos nomeou legatários na terra ... para que Ele possa tentar você no que Ele lhe deu". (Surah 6: 165)

"Ó filhos de Adão! ... Coma e beba: mas não desperdice por excesso, porque Deus não ama os desperdiçados". (Surah 7:31)

O islamismo é contra o corte ou a destruição de plantas e árvores desnecessariamente, como é evidente no seguinte Hadith: Abdullah ibn Habashi relatou que o Profeta Muhammad (SAW) disse: "Aquele que corta uma árvore [sem justificação], Allah o enviará para Fogo do inferno." (Abu Dawud). A devastação causada pelo desmatamento em muitos países causa erosão do solo e mata muitos animais importantíssimos para a biodiversidade da Terra.

A abordagem do Islã para o uso de recursos naturais foi brilhantemente apresentada pelo Quinto Califa Hazrat Ali ibn Abi-Talib (RA), que disse: "Participe dele com prazer enquanto você é o benfeitor, não um despojador; Um cultivador, não um destruidor. Todos os seres humanos, bem como animais e vida selvagem, gozam do direito de compartilhar os recursos da Terra. O abuso de qualquer recurso por parte do homem é proibido, já que o princípio jurídico diz que "O que leva ao proibido é proibido".

Quando Abu Musa (RA) foi enviado a Al-Basrah como o novo governador, ele se dirigiu às pessoas dizendo: "Eu fui enviado a você por 'Umar ibn Al-Khattab (RA) para ensinar-lhe o Livro de seu Senhor [ Ou seja, o Alcorão], a Sunnah [de seu Profeta] e para limpar suas ruas ". Abu Hurairah informou que o Mensageiro de Allah (Paz seja sobre ele) proibiu que uma pessoa se alivie em uma fonte de água ou em um caminho ou em um lugar de sombra ou na serra de uma criatura cessante. Esses valores destacam o interesse do Islã em evitar a poluição dos recursos críticos e a importância da limpeza.

Espalhar a consciência ambiental

Uma ótima idéia seria começar sua própria campanha na escola, na faculdade ou no local de trabalho para plantar árvores, cuidar de animais de rua, etc. Estudantes, professores e colegas de trabalho podem ser motivados a doar tempo e algum dinheiro para a campanha de plantio. Manter as plantas ao redor de sua casa, escola ou local de trabalho não é apenas estético e decorativo, mas também mantém você saudável e melhora a qualidade do ar interior. 

A consciência ambiental e a proteção dos recursos naturais são parte integrante das crenças islâmicas. Como vice-reis de Deus nesta terra, temos que utilizar os recursos naturais de forma sustentável para garantir que as criaturas de Deus continuem a viver da melhor forma possivel. O princípio da conservação é maravilhosamente ilustrado pela regra que diz que, ao fazer abluções (wudu), devemos ser comedidos no uso da água, mesmo que tenhamos um rio à nossa disposição. Como seres humanos, somos detentores de toda a criação, incluindo solo, ar, água, animais e árvores. Um dos principais objetivos das tradições islâmicas e do Profeta (paz ser sobre ele) é construir e manter um ambiente saudável e limpo que seja desprovido de qualquer fonte de poluição e uso indevido. 

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Responsabilidade Social e Ambiental - Um Investimento Empresarial

Por Eni Zaneti Matiello
A empresa socialmente responsável não é a que cumpre somente as obrigações legais, mas a que desenvolve ações efetivas à sociedade, seja através da melhoria das condições de trabalho dos próprios empregados, seja de respeitar e atuar com ética perante os colaboradores. A responsabilidade social envolve práticas que transcendem o mero zelo pelo capital humano, o respeito pelo meio ambiente e pela comunidade, enquanto consumidora, requer atitude efetiva de envolvimento da empresa com as questões sociais, visando alcançar melhorias.
A Responsabilidade Social Empresarial consiste num conjunto de iniciativas por meio das quais as empresas buscam - voluntariamente - integrar considerações de natureza ética, social e ambiental às suas interações com clientes, colaboradores, fornecedores, concorrentes, acionistas, governos e comunidades - as chamadas "partes interessadas" - visando ao desenvolvimento de negócios sustentáveis.
É relevante perceber que a responsabilidade social e cidadã das empresas se dão por meio de políticas sociais e ambientais aplicadas em dois âmbitos: a responsabilidade social interna e a responsabilidade social externa. Deste modo, quando as empresas possuem práticas de responsabilização que afetam, em um primeiro momento, seus próprios empregados, a saúde, a segurança no trabalho e a gestão dos recursos naturais utilizados na própria produção estarão diante de práticas de responsabilidade empresarial interna.
Estas possibilitam uma melhora do nível de informação sobre a empresa; um maior e melhor equilíbrio entre trabalho, família e lazer. Possibilitar a igualdade salarial; ampliar as perspectivas profissionais para as mulheres; promover a participação dos lucros para os empregados; permitir que os empregados atuem em algumas decisões da empresa; respeito ao trabalho e aproveitamento adequado da formação dos trabalhadores; e a não discriminação de trabalhadores do sexo feminino ou de indivíduos advindos de minorias étnicas, até apoio em relação àqueles empregados que serão, eventualmente, demitidos ou remanejados.
Em se tratando das práticas de responsabilidade social que dizem respeito ao meio ambiente, em âmbito interno, a empresa responsável implementa formas de atuação capaz de minimizar o consumo de recursos não renováveis, maximizar a utilização dos insumos utilizados no processo produtivo, de forma a evitar o desperdício dos recursos naturais, bem como, promove a reciclagem e o uso alternativo dos refugos do material utilizado no processo produtivo, ou dos excedentes da produção, redução do uso de água e energia ou a procura de insumos e formas alternativas para a produção.
Estas iniciativas, além de preservar o meio ambiente e os recursos naturais, proporcionam vantagens financeiras, ainda que a curto prazo, na medida em que diminui os custos de produção. Assim, a empresa responsável é também aquela que implementa ações e promove a participação - inclusão e co-responsabilidade - da população, através da conscientização.
As sociedades empresariais são entidades altamente modificadoras do contexto socioeconômico, já que interferem diretamente na realidade da sociedade, onde estão inseridas. As empresas, em relação à comunidade, tornam-se importantes postos de trabalho e em muitos dos casos, são também responsáveis pelos níveis de salário e renda, recolhimento de impostos, contratam pessoas socialmente excluídas, indivíduos com baixos níveis de escolarização e os portadores de deficiências. Ainda, proporcionam creches para os filhos dos empregados, como meio de garantir sua permanência na empresa e promover atividades pedagógicas com as crianças, manifestando-se contra o trabalho infantil e propiciando educação e um futuro digno - o chamado fator multiplicador é extremamente extenso, ou seja, quanto maior faz-se a contribuição da empresa ao seu meio - Desenvolvimento Regional, maior é o fator multiplicador envolvido, e é exatamente este fator que é calculado quando da implantação ou não de alguma grande empresa em alguma região.
Os consumidores atribuem hoje um valor importante aos produtos e serviços de empresas que apóiam uma determinada causa social ou ambiental, pois sabem que, ao consumi-los, estarão também contribuindo para tornar o mundo melhor. Este é o valor do "Conceito" de negócio, ou seja, a empresa deve ter um conceito, um grande slogan que mude seu estereótipo de poluidora ou exploradora de recursos e mão-de-obra, ao invés disso, ela trabalha sua responsabilidade social, a fim de transformar este estereótipo a seu favor, acabando por realmente contribuir com a sustentabilidade do planeta, e conseqüentemente aumentando ainda mais seu fator multiplicador.
Do ponto de vista legal, um aspecto relevante são os incentivos fiscais para as empresas envolvidas em atividades sociais que podem usufruir até o limite de 1% do imposto de renda devido, a partir de cálculo feito com base no lucro real, no caso de efetuarem doações a entidades, sem fins lucrativos e reconhecidas como de utilidade pública, definidas conforme a legislação. As legislações - estadual e federal - referidas podem ser encontradas na página do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul (http://www.crcrs.org.br).
A sociedade, ao invés de aguardar a atuação estatal, se beneficia diretamente com o desenvolvimento dessas práticas.
No que tange ao desenvolvimento das práticas voltadas à responsabilidade social corporativa, estas têm sido, significativamente, influenciadas pela evolução da normalização em sistemas da gestão empresarial, como as normas SA 8000 e a AA 1000 para a Responsabilidade Social e ISO14000 para as normas ambientais, têm sido referências para organizações de todo o mundo.
Seguindo essa tendência, em 2004, a Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT editou a NBR 16001, primeiro documento normativo a estabelecer requisitos para Sistema da Gestão da Responsabilidade Social e principal referência para a certificação desse tipo de sistema de gestão, no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade - SBAC, como os das normas da qualidade ambiental e de saúde e segurança, que reúnem um conjunto de requisitos associados à ética, cidadania, direitos humanos e desenvolvimento sustentável, elaborada de modo a ser aplicável a todos os tipos e portes de organizações ajustando-se às diferentes condições geográficas, culturais e sociais do país.
A Responsabilidade Socioambiental é um assunto muito amplo para tratar em um pequeno artigo, porém tem-se observado que estamos percorrendo o caminho no sentido de que as empresas assumam o papel de agentes sociais no processo de desenvolvimento, compreendendo que a responsabilidade social é muito mais que uma poderosa ferramenta de gestão ou de fortalecimento de imagem, deve estar presente no "DNA" corporativo e ser, principalmente, uma vocação empresarial visando traduzir-se, acima de qualquer interesse, na fiel expressão de fazer deste país uma nação justa, com menos desigualdades e, sobretudo, mais solidária.
"É imperiosa a necessidade, pela própria sobrevivência futura das empresas, de elevarem a sua estratégia social ao mesmo nível da sua estratégia econômica e de a dominarem com tanto método, competência, cálculo econômico e social e espírito empreendedor, quanto demonstram nos terrenos que lhes são familiares". ( Philippe de Woot de Trixhe est Docteur en Droit et en Sciences Economiques et Harvard Faculty Associate ).

terça-feira, 18 de abril de 2017

O OTIMISTA INCURÁVEL X PESSIMISTA


Por Erickson Ribeiro

Algum dos traços de personalidade mais poderosos para se desenvolver em sua busca pelo sucesso são o otimismo e a integridade incuráveis.

Otimismo é definido como "a crença de que coisas boas vão acontecer com você e que os eventos negativos são retrocessos temporários a serem superados." (-Mayo Clinic). Integridade, como eu definiria, é "fazer a coisa certa, no momento certo, pela razão certa - apesar de qualquer conseqüência." Quando você combina essas duas qualidades o que você tem é uma pessoa que busca o melhor resultado em cada Situação, ainda sendo honesto e direto sobre os fatos de situações como elas existem. Uma pessoa que exemplifique estas duas qualidades trará confiança e respeito significativos de seus clientes, colegas de trabalho, gerentes e subordinados - todos os quais contribuem para ajudar essa pessoa a alcançar um grande sucesso.

Há uma distinta diferença entre um otimista e um pessimista:
Um otimista vê os desafios como temporários, capaz de serem superados, e como degraus que nos 
levam para uma solução melhor. Um pessimista vê os desafios como coisas negativas e ruins; eles 
os vêem como tropeços maciços que tornam a caminhada impossível de se avançar, significando 
assim o fim dessa estrada. Finalmente, há o otimista incurável, que é aquele otimista que 
implacavelmente enfrenta tudo no seu caminho, nunca deixando as tentativas mesmo que fracassadas
 o tirar do objetivo final. Estes são os melhores otimistas de todos.
 

Sem dúvida, as pessoas otimistas são muito mais divertidas. Eles são realmente mais felizes, mais saudáveis, mais atraentes. Elas têm um brilho enérgico que atrai todos para querer estar em torno delas. Eu chamo isso de "fator magnético".  Esse tipo de pessoa é uma festa em si mesmo. Esse otimismo é de enorme valor para alguém que, por exemplo, está buscando financiamento para seus negócios, um investidor, pessoas que estão em busca de emprego, etc. Sem dúvida haverá inúmeras provas e percalços à frente, mas é preciso usar esses empecilhos como trampolins para maiores e melhores resultados, em vez de deixá-los tornar-se obstáculos ao seu sucesso. É importante ressaltar que há uma enorme diferença entre otimismo e excesso de confiança. Quando alguém está excessivamente confiante, eles tendem a ignorar as barreiras, tendo uma atitude de "que não poderia acontecer comigo." Quando alguém está otimista, eles têm uma atitude de "pode acontecer comigo, mas se isso acontecer eu vou encontrar uma maneira de passar por isso, e vou torná-lo ainda melhor no final. "


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

A CHAVE DO SUCESSO PARA 2017 E PARA A VIDA

A CHAVE DO SUCESSO PARA 2017 E PARA A VIDA
por Erickson Ribeiro
Muitas pessoas buscam a chave do sucesso, ou seja, procuram uma formula mágica para ter sucesso financeiro ou profissional. Mas será que existe formula "mágica"? Na realidade, a formula é simples e bem conhecida: TRABALHO DURO, FERRAMENTAS CORRETAS, DISCIPLINA, AÇÕES PRO-ATIVAS, MOTIVAÇÃO e CRIATIVIDADE.
O que acontece é que muitas pessoas querem em um passe de mágica se tornarem prósperos, mas desconhecem (ou não querem ver) que qualquer prosperidade só é alcançada hoje com ações realizadas no passado, é a famosa lei da semeadura: "quem planta, colhe". Ou seja, você que deseja ter sucesso tem de ser disciplinado, não ter medo do trabalho, não ter medo dos nãos, não ter medo de tentar algo novo, ter atitude positiva e não desanimar. A vida é cheia de altos e baixos, de tombos e levantadas, mas o que determina um campeão, não é apenas uma batalha, mas toda a guerra da vida. A chave da vitória está no chaveiro de todos, pena que muito poucos tem a coragem de girar a chave, de enfrentar o que existe por detrás da porta, de enfrentar os cães raivosos do dia a dia.
Além disso é preciso reconhecer e seguir exemplos de sucesso, pois ninguém é melhor ou mais capaz do que outros, todos temos as mesmas capacidades, o diferencial é a ação, a atitude.
Tome uma atitude, busque a chave que vai abrir as portas da sua vida. Existe um ditado latino que diz “A sorte favorece os bravos.” [Em latim: Fortis fortuna adiuvat. - Phormio, 161 d.C.] dessa forma, somente você com uma atitude corajosa de mudança poderá girar essa chave e entrar triunfante no Hall dos Campeões,
Suce$$o

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Quem é a Amway, a empresa que fez a Avon comer poeira

Por Marcela Ayres
São Paulo – Mirar o cobiçado mercado de vendas diretas e não se espelhar na Avon seria considerado um disparate para qualquer empresa há alguns anos. Afinal, a gigante americana de higiene e beleza fez escola no comércio porta a porta, construindo um império com faturamento bilionário e presença em mais de 100 países.
Mas os tempos mudaram, e o reinado foi perdido. Em 2012, a também americana Amway ultrapassou a Avon e se tornou a maior companhia de vendas diretas do mundo.
A mudança joga luz sobre dois movimentos distintos: o fulgurante crescimento da Amway, mais conhecida por seus suplementos alimentares, e a derrocada da Avon nos últimos anos sob a polêmica gestão de sua última CEO, a canadense Andrea Jung.
No comando da Avon desde 1999, a executiva renunciou ao cargo no fim do ano passado, sob forte pressão por resultados. É verdade que seus primeiros anos à frente da companhia foram resplandecentes. Entre 2000 e 2004, as vendas da Avon subiram mais de 30%, alcançando 7,7 bilhões de dólares. Os lucros, por sua vez, quase triplicaram, chegando a 850 milhões de dólares.
A partir de 2005, no entanto, a Avon começou sua via crucis. As receitas deixaram de crescer no mesmo ritmo e o lucro ficou estagnado. Outros abacaxis parariam na mão de Andrea.
Suspeita de suborno na China e de repassar informações privilegiadas a corretores americanos, a Avon foi investigada pela SEC, autoridade equivalente à CVM no Brasil. Apenas no caso de corrupção, a companhia gastou mais de 300 milhões de dólares em despesas legais.
Cortejada pela Coty no ano passado, a companhia também recusou a proposta de ser comprada por 10,7 bilhões de dólares, considerando a oferta baixa demais. Na bolsa, no entanto, a companhia já vale menos do que isso. Seu valor caiu de 21 bilhões de dólares em 2004 para atuais 8,8 bilhões.
Enquanto isso, a Amway apertou o passo. Suas vendas em 2012 somaram 11,3 bilhões de dólares, no sétimo ano de crescimento consecutivo em seus dez principais mercados, incluindo China, Índia, Coreia e Japão. Do outro lado do ringue, a Avon viu seu faturamento anual diminuir 5% para 10,7 bilhões de dólares.
Velha de guerra
Embora não seja tão familiar para os brasileiros, a Amway tem uma história antiga. Batizada com a abreviação de American Way, a empresa começou suas atividades em 1959. Fundada por Jay Van Andel e Richard DeVos, a companhia sempre apostou na venda de itens voltados para a casa, além de itens de beleza e bem estar, ampliando seu portfólio com o passar dos anos. Sua linha mais importante foi adquirida em 1970: a Nutrilite, de suplementos alimentares.

Segundo Steve Van Andel, presidente do conselho da empresa e filho mais velho do cofundador da Amway, a companhia quase dobrou de tamanho desde o lançamento do seu programa Growth Through Innovation (Crescimento pela Inovação), implementado há seis anos.
Para 2013, a Amway já anunciou a intenção de investir mais de 335 milhões de dólares pesquisa e desenvolvimento e na construção de outras instalações. Serão quatro novos endereços nos Estados Unidos, um na Índia e outros dois na China e Vietnã.
Forte no mundo, tímida no Brasil
A presença em diferentes países, aliás, foi uma das principais armas da Amway para crescer. Na China, por exemplo, a empresa deve vender 500 milhões de dólares com apenas um produto – e em seu primeiro ano de lançamento. Trata-se do sistema de tratamento de água eSprings, outro bestseller da companhia. A marca de beleza Artistry fecha o time de marcas mais importantes para o grupo.
Mas se a Amway desbancou a Avon no restante do mundo, por aqui ela continua bem atrás da rival. Afinal, a Avon tem o Brasil como principal mercado – e vem lutando para não perder seu poder de fogo. Enquanto as vendas globais da Avon caíram 1% no último trimestre, por aqui elas avançaram 10%, ancoradas sobretudo no aumento de representantes.
O retrato da operação brasileira da Amway é outro. No país desde 1991, a empresa viveu uma escalada no número de revendedores – chamados pela companhia de empresários – nos seus primeiros anos de operação. Tudo assentado na promessa de enriquecimento: a empresa adotava a chamada remuneração multinível, em que um revendedor recruta outros e ganha uma porcentagem sobre as vendas dos “afilhados”.
O canto da sereia envolvia um retorno de 45% sobre os produtos, além de um percentual de 3% a 21% sobre as vendas da rede formada. Não por acaso, a Amway angariou um time de 200.000 revendedores apenas quatro anos depois da sua chegada no país.
Mas o foco na equipe de vendas e não nos produtos fez o negócio desandar, já que o pagamento em pirâmide precisa garantir uma entrada contínua e volumosa de mais gente para continuar beneficiando quem está no topo (a Herbalife, aliás, está sendo questionada nos EUA pelo uso da mesma estratégia de vendas).
Desde a polêmica nos anos 90, a Amway já investiu em diferentes frentes para alavancar o negócio brasileiro, incluindo a contratação de Ronaldinho Gaúcho como rosto para a Nutrilite em 2008.
Segundo dados da Euromonitor, entretanto, a empresa seguiu caminhando de lado nas vendas diretas: sua participação no cobiçado mercado foi de apenas 0,1% em 2010, ano em que as vendas diretas movimentaram 37 bilhões de dólares no Brasil (hoje, são mais de 43 bilhões de dólares).
Prova da sua tímida participação é seu número de atual representantes no país: são cerca de 50.000, contra um exército de 1,5 milhão da Avon. Se a Amway fez a concorrente comer poeira no restante do mundo, por aqui ela ainda parece ter um longo caminho para competir de igual para igual com a companhia. 
Fonte: Exame.com