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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Vendas diretas movimentam R$ 18 bi


No último ano, segundo a ABECD, o setor incrementou o faturamento em 14,1% frente a 2007

Temida por vários setores da economia, a crise mundial está longe de prejudicar a performance das vendas diretas no Brasil. Conforme a Associação Brasileira de Vendas Diretas (ABEVD), o segmento registrou em 2008 o crescimento nominal de 14,1%, movimentando R$ 18,5 bilhões. Considerando o último trimestre, quando a desaceleração da atividade econômica começou a dar sinais no País, o número de itens comercializados, entre produtos e serviços, chegou a 444 milhões, superando em 12,5% o resultado no mesmo período de 2007.

Segundo a ABEVD, nos últimos doze meses, foram vendidos mais de 1,5 bilhão de itens (alta de 11,3%). O segmento encerrou o ano com um contingente de 2 milhões de revendedores ativos, superando em 7,2% a marca obtida há um ano. A expansão do canal de vendas somada ao aumento da venda média de cada revendedor são apontados como fatores de alavancagem do setor.

A perspectiva da ABEVD é manter o crescimento em dois dígitos. Para o presidente da entidade, Lírio Cipriani, as vendas diretas não apresentam sinais de impacto diante da crise mundial, devido a não operar com base no crédito.

A representante de uma empresa de vendas diretas, Juliana Menezes, 31 anos encara a crise como oportunidade. ´Em tempos de crise as pessoas ficam mais abertas a um plano B´, diz a vendedora, que continua ampliando o seu faturamento em 2009. Várias outras empresas que atuam em vendas diretas, confirmam que o mercado se mantém aquecido. A consultora Edna Carvalho, que vende Avon há nove anos e Natura há três, afirma que suas vendas de 2008 não sentiram reflexos da crise. ´Foi um ano muito bom e os pedidos até cresceram no fim do ano, quando começou a se falar mais da crise aqui no Brasil´, diz.
Distribuidores da Inspiração Perfumes e Cosméticos afirmaram que as suas vendas cresceram bastante nos últimos meses.

Maior fabricante brasileira de cosméticos que atua no ramo de venda direta no Brasil, cresceu, no ano passado, 17,7% ante 2007. Sua receita líquida atingiu R$ 3,6 bilhões e o lucro líquido foi de R$ 542,2 milhões (17,3% maior). A empresa terminou o ano com saldo em caixa de R$ 350,5 milhões. O número de consultoras no Brasil e no Exterior somou 850 mil ao fim de 2008, revelando um aumento de 18,2% sobre os 719 mil de 2007. No segundo semestre do ano passado a receita líquida no Brasil evoluiu 20,7%, enquanto no primeiro semestre havia crescido 11,1%. Para a empresa, os números positivos são reflexos dos investimentos adicionais em marketing de R$ 400 milhões para o período 2008-2010.

A receita líquida apenas na operação Brasil foi de R$ 3,4 bilhões com crescimento de 16,3% em relação a 2007. Diante do cenário de crise, a empresa garante que manterá o foco no plano de crescimento e nas evoluções do modelo de gestão. “Vivemos uma crise econômica global que, de uma forma ou de outra, afetará os diversos setores da economia. No entanto, temos motivos para estar confiantes, pois possuímos fundamentos sólidos”,afirma Alessandro Carlucci, diretor-presidente da Natura.

Já outra empresa no setor de suplementos ampliou participação no mercado nordestino. De 2007 para 2008, a participação da empresa na Região passou de 22,5% para 26,7%. Em volume de vendas da Companhia, o Nordeste apresentou no ano passado crescimento de 27,8%.

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