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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

TRABALHO OU EMPREGO ?

 A maioria das pessoas associa as palavras trabalho e emprego como se fossem a mesma coisa, não são. Apesar de estarem ligadas, essas palavras possuem significados diferentes. O trabalho é mais antigo que o emprego, o trabalho existe desde o momento que o homem começou a transformar a natureza e o ambiente ao seu redor, desde o momento que o homem começou a fazer utensílios e ferramentas. Por outro lado, o emprego é algo recente na história da humanidade. O emprego é um conceito que surgiu por volta da Revolução Industrial, é uma relação entre homens que vendem sua força de trabalho por algum valor, alguma remuneração, e homens que compram essa força de trabalho pagando algo em troca, algo como um salário.
Trabalho:
De acordo com a definição do Dicionário do Pensamento Social do Século XX, trabalho é o esforço humano dotado de um propósito e envolve a transformação da natureza através do dispêndio de capacidades físicas e mentais.
Emprego:
É a relação, estável, e mais ou menos duradoura, que existe entre quem organiza o trabalho e quem realiza o trabalho. É uma espécie de contrato no qual o possuidor dos meios de produção paga pelo trabalho de outros, que não são possuidores do meio de produção.

Em plena era da informação, os empregos estão em baixa, mas as oportunidades de trabalho crescem. Por que será? O fato é que manter vínculos empregatícios é um grande peso para as organizações, porque envolvem impostos, burocracias, ações trabalhistas, etc. A tendência é enxugar o excesso de pessoas e trabalhar com profissionais mais ágeis, técnicos, com personalidade flexível e, principalmente, desapegados dos modelos antigos como o de sonhar com estabilidade eterna, décimo quarto, benefícios e mais benefícios.
O mundo está cada vez mais rápido e as oportunidades estão aí. No caso do Brasil, que só tem 500 anos, as oportunidades estão em alta. É um continente que está em construção e o que mais esta nação de 169 milhões de pessoas precisa, é de bons profissionais. O bom profissional, e nós traçaremos o seu perfil abaixo, dificilmente ficará sem trabalho ou até emprego.
Não acredito que os empregos desaparecerão por completo, mas quero alertar que se você for um excelente profissional, as preocupações com recolocação serão cada vez menores em sua vida, pois as dúvidas girarão em torno de aceitar este ou aquele convite. Confira 7 dicas para chegar lá:
1º - Autoconhecimento
Isto é básico. Você precisa conhecer cada vez mais os seus dons, talentos, aptidões e habilidades, pois a realização da sua vida pessoal e profissional depende profundamente do seu nível de autoconhecimento. Existem muitos caminhos para isso, desde terapias até cursos vivenciais. Uma sugestão simples é a da autopercepção. Passe a se observar mais, suas respostas, as experiências que lhe energizam e motivam e as que lhe causam sentimentos de fraquezas. É importante conhecer seus pontos fortes e as sua oportunidades de melhoria.
O sucesso, para ser sólido e contínuo, deve ser construído sobre o que você realmente é.
2º Objetivos Claros
Uma pessoa sem objetivos é como uma folha seca ao vento. É levada para qualquer direção, em qualquer momento. Seus objetivos devem ser ousados e baseados nas suas aptidões (1ª dica). Também precisam ser flexíveis e revistos periodicamente.
Uma pergunta básica que muitos entrevistadores fazem é: "Como você quer estar daqui a cinco anos ?" Pense também no seguinte: Quanto você estará valendo daqui a cinco anos? Lembre-se, antes de responder, de que o mundo está girando cada vez mais rápido e ficando cada vez mais exigente.
3º Persistência
Essa virtude não pode faltar em seu currículo e muito menos em sua vida. A persistência é a mãe do sucesso e eu diria que ela pode até substituir os seus talentos, pois se você não puder vencer através dos seus dons, mas for persistente, você vencerá mesmo assim, de alguma outra forma. Mas é claro que o caminho fica muito mais agradável, curto e próspero se você unir seus dons e talentos ao poder da persistência.
4º Educação Continuada
Não dá para parar de estudar. Você tem que aprender a desaprender o que não serve mais, desapegar-se dos conhecimentos ultrapassados e ter a iniciativa de aprender a aprender o novo. Parece loucura, mas é verdade. As organizações estão carentes de pessoas com boa capacidade para aprender rápido e transmitir seus conhecimentos. Sabe por quê? Porque você está na era da informação. Vamos acordar, já estamos no terceiro milênio!
5º Relacionamento e Networking
A única forma de crescer profissionalmente é obtendo a colaboração e o apoio das pessoas que estão ao seu redor, caso contrário, você viverá na lama dos conflitos pessoais. Desenvolver e manter bons relacionamentos é crucial para quem quer viver feliz e ser bem-sucedido. Existem infinitas dicas sobre relações humanas, talvez seja uma boa idéia para um outro artigo, mas a essência das relações é a empatia. Esta é a palavra mágica dos relacionamentos. Empatia pode ser traduzida como a habilidade de ser confiável, honesto, agradável e compatível como os seus interlocutores.
Networking significa administrar organizadamente estes relacionamentos. Vale a pena dizer que se você for procurar um emprego num jornal, sua chances são de 5 a 8%, mas se um amigo indicar você para a vaga, as suas chances crescem para até 80% . Quanto mais contatos, melhor.
6º Pró-atividade
Você é daqueles que esperam alguém lhe pedir ou mandar fazer alguma coisa ?
Se for, meus pêsames, porque você é um profissional completamente ultrapassado.
Iniciativa, prontidão, motivação são bases que fazem um profissional se destacar.
Você lembra de uma música que diz:"Quem sabe faz a hora, não espera acontecer"?
7º Imagem
A teoria do comercial do refrigerante Sprite, cujo slogan é "Imagem não é nada, sede é tudo", não se aplica ao mercado de trabalho.Você nunca terá uma segunda chance de causar a primeira impressão.
Podemos aprender com o noivo e a noiva. No dia do casamento eles se transformam, pois são o foco de todas as atenções: cabelos, unhas, roupas impecáveis. Olhares e semblantes de pessoas realizadas. Todos os convidados se emocionam com o magnetismo do casal.
Se você tiver a consciência de que todos os dias são importantes e decisivos em sua vida e carreira e aplicar a técnica dos noivos de marketing pessoal, muitas oportunidades surgirão. Acredite!
Prof.Erickson Ribeiro

Referencias:
Dic.Aurélio
Marcelo de Almeida (Instituto Marcelo de Almeida)

COSMÉTICOS , NEGÓCIO RENTÁVEL E ACESSIVEL


As vendas Diretas tem tido grande crescimento no Brasil


O mercado de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos tem apresentado surpreendente crescimento entre as camadas menos favorecidas da sociedade. Segundo dados de pesquisa do Instituto Data Popular, de São Paulo, o potencial do consumidor de baixa renda no mercado de cosméticos cresceu em média 10,7% ao ano, entre 2001 e 2005.

Há algum tempo as empresas do segmento de cosméticos estão rindo à toa...

O mercado de cosméticos no Brasil, ao longo de mais de 20 anos, vem crescendo sempre na casa de dois dígitos todos os anos, de maneira consistente e imponente.

Mercado que já alcança o segundo lugar do mundo em consumo de shampoos e está ainda em pleno desenvolvimento, pois há anos que as empresas vêm destacando muitos investimentos nesse mercado, e não estamos falando no mercado de commodities, esse então explodiu.

Esse mercado é relativamente novo, mas passa ainda por vários pontos importantes, no aspecto de entendimento:
- O mercado de cosméticos brasileiro ainda não atingiu sua maturidade porque temos muitos problemas de ordem social que ainda atrapalham o desenvolvimento. Por incrível que pareça quando falamos de shampoo, metade da nossa população ainda nem "descobriu" o hábito de tomar banho diariamente, por motivos sócio-econômicos, educação, e principalmente por desconhecerem completamente a necessidade de utilização.
- Outro fator, que atrapalha o crescimento, é que não podemos esquecer que nosso povo é latino, tem hábitos ainda de padrões machistas, e só de falar em usar esse ou aquele cosmético, pode "comprometer sua masculinidade". Mesmo aqueles que já superaram esses traumas ainda não têm o hábito de utilização.

Em recente pesquisa nas cinco principais capitais brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Curitiba) pessoas entrevistadas de 20 a 50 anos foram questionadas de maneira direta quanto ao uso diário de cosméticos, e qual foi a surpresa, digo, decepção:
- Comparado com o mercado europeu, o homem brasileiro (dentro da pesquisa) utiliza de 2 a 4 produtos cosméticos por dia, enquanto o europeu utiliza de 10 a 13 produtos/dia;
- A mulher brasileira também representa um número muito inferior ao europeu, consumindo de 3 a 5 produtos/dia, enquanto a mulher européia utliza de 15 a 17 produtos/dia.

É claro que devemos levar em conta, clima, cultura, disponibilidade, ofertas, hábitos, etc; mas podemos dizer aos interessados nesse mercado que ainda estamos engatinhando no consumo de produtos cosméticos.
A população masculina está descobrindo cosméticos agora, pois até certo tempo atrás o homem que utilizava cosméticos e falava sobre o assunto era considerado uma pessoa com problemas de ordem sexual - um absurdo.

O mercado de coloração deve crescer pelo menos o dobro nos próximos dois a cinco anos e as empresas que atuam nesse mercado insistem em brigarem pelo mercado feminino. Ninguém tem uma campanha/proposta até hoje focada nos homens, nas crianças com colorações fashion e principalmente no mercado teen, que é um mercado muito forte, e tudo o que tem para esse mercado hoje no Brasil é importado e de qualidade discutível.
Podemos afirmar com segurança: se as indústrias que temos no mercado de coloração não se estruturarem, não conseguirão atender o mercado. Só para exemplificarmos: a Itália que tem um terço de nossa população possui mais de 100 fábricas que além de produzirem produtos de coloração para si mesmas ainda tercerizam para mais do triplo de empresas. Ao contrário do Brasil que ainda podemos contar na mão (talvez em uma das mãos) quem realmente fabrica esse produto.

O nosso povo está aprendendo ainda a usar a cosmética a seu favor, como podemos nos considerar o povo mais bonito do mundo (segundo revistas internacionais), graças as misturas de raças, ainda iremos crescer muito nesse mercado, mas cabe lembrar que cosméticos não servem apenas para embelezar, servem também para proteger e salvar vidas, seja de um recém-nascido ou de pessoas que têm baixa-estima - um problema grave que mata milhares de pessoas no mundo inteiro.

Para os empresários de plantão - cosméticos depois de informática é o mercado que mais cresce no Brasil.
Então boa sorte, e ótimas vendas.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Motivação - Se você deseja o sucesso, comece a superar as dificuldades

A maioria das pessoas que admiramos tem histórias incríveis de superação. E conversando com algumas dessas pessoas, descobri que o ponto crucial para que se tornassem bem-sucedidas foi o momento em que, em vez de desistir, decidiram enfrentar as adversidades.

Assim, toda vez que penso em desistir de algo em função de uma dificuldade ou vejo alguém fazer o mesmo, acredito que estamos perdendo a grande oportunidade de virar o jogo. Ao ler o novo livro de Hugh Prather, Aprenda a Escutar seu Coração (Editora Sextante) encontrei uma declaração do autor que deu ainda mais sentido aos meus pensamentos. Ele diz que sempre que corre longas distâncias, passa por uma ou duas fases em que o seu corpo emite sinais de que vai entrar em colapso e que, se acreditasse nesses sinais, diminuiria a velocidade e passaria a caminhar. “Ainda bem que essa não foi minha reação quando comecei a correr, pois eu jamais teria adquirido o bom condicionamento físico que hoje me permite explorar terrenos difíceis”, afirma o escritor.

O que Prather diz acontece conosco todos os dias. Uma hora é uma dor de cabeça que nos faz sentir vontade de não ver mais ninguém, aí vem um cliente reclamando do produto comprado e queremos sair correndo, depois é o carro que pára de repente e não há nada que o faça funcionar. Todas essas coisas, para não falar de dificuldades mais extremas, têm o poder de nos fazer pensar que é melhor desistir e voltar para casa. Mas se não continuarmos, voltaremos para casa todos os dias com a sensação de fracasso. E sabe o que é pior? Não superando as dificuldades, eliminamos a chance de ter a incrível sensação de solucionar os problemas.

Por mais difícil que seja, não desista. Sempre que encontrar uma adversidade, pare, respire fundo e pense que superá-la pode ser a grande chance de virar o jogo em sua vida. Depois, reflita e pense em quais ações podem ajudar a resolver a situação e siga em frente!

Histórias de superação: catadora Universitária


           Essa história é digna de ser postada.
Laíssa voluntária da ONG UTPMP fazendo casas de emergência enquanto sofre ação de despejo de sua própria casa.
Reciclando a vida: transformando o futuro
Por: Joelma do Couto no blog Inventar a vida

Laíssa Sobral Martins matricula-se no curso de gestão ambiental de uma universidade privada. Mais tarde voltaremos ao tema.
Esta história poderia começar de muitas maneiras, mas resolvi começar pela mãe, afinal, a mãe é o principio, é onde todos começam.
A mãe de nossa personagem, Laíssa, chama-se Mara Lúcia Sobral Santos. Baiana, vive desde muito pequena em São Paulo. Mara Lúcia, aos nove anos, perdeu a mãe. Se com a mãe a vida já não era fácil, sem ela, o que dizer. Mara Lúcia e suas três irmãs foram parar em um abrigo para menores. De lá, ela fugiu, negou-se a aceitar os maus tratos. Foi para as ruas e, lá, aprendeu com a vida a se virar. As ruas do centro da cidade foram sua escola, sua vida, seu diploma e seu carrasco. Mas Mara Lúcia preferia assim, era um preço alto pela liberdade, porém, era a liberdade.
Nas idas e vindas da vida, Mara Lúcia conheceu homens e mulheres, teve amantes, amados e odiados. Teve dois filhos, Laíssa e Everton. Com duas crianças nos braços, teve que deixar as ruas, precisava um porto seguro. Voltou às raízes, foi para a região do Grajaú, mais exatamente para a Vila Rubi, onde cresceu. Ocupou um barraco, sem telhado, cobriu com uma lona. Lá nasceu a bela Rafaela.
Para criar os filhos, trabalhou como doméstica, vendeu balas nos pontos de ônibus, fez de tudo um pouco.
A pequena Laíssa aos poucos viu seu pequeno barraco se encher de caras novas, a mãe, coração mole, foi abrindo a casa para outras crianças e adolescentes vítimas de violência e de abandono. Vieram os gêmeos, um morreu. A Joana com seus dois filhos. Enfim, nove irmãos adotivos, todos dentro de um barraco de quatro cômodos em cima de um córrego. Mas felizes e protegidos.
Aqui a história da Laíssa começa a mudar.  Um dia, sua mãe fica sabendo que no bairro da Granja Julieta, zona sul de São Paulo havia sido criada uma cooperativa de catadores, era a gestão de Marta Suplicy.
Mara Lúcia então começa a trabalhar na cooperativa, juntamente com sua filha adotiva, Joana. Laíssa e o irmão, Everton, ficam em casa com os irmãos menores. Não sobra muito tempo para os estudos. Também não há uma preocupação, digamos que os estudos não são prioridade. Na favela, lugar por muitos chamados de senzala moderna, poucas pessoas sonham em ir para a universidade. Em meio a enchentes, incêndios, ratos, tráfico de drogas, violência policial, pagar o aluguel, comer, garantir creches para os filhos etc., etc…. Universidade é o de menos, se completar o ensino fundamental já “tá no lucro”. Para Everton, irmão de Laíssa, “A Universidade é algo muito distante de nós, muito longe de mim”.
Da cooperativa de reciclagem, sua mãe tira tudo que precisam pra a sobrevivência, bolsas, móveis, brinquedos, o salário que no fim do mês alimentará a todos. A vida não é fácil, mas, para Mara Lúcia é mais difícil. Trabalhar numa cooperativa de catadores não é trabalho fácil. Na cidade de São Paulo, não existe uma política pública que incentive e apoie a catação. Existe um decreto do prefeito Gilberto Kassab, que não é devidamente aplicado.
Para uma mulher com 12 filhos, sem marido, o que sobra da sociedade é ouro. Laíssa sente no dia a dia a dor da mãe que se esforça para mantê-los longe das drogas, da prostituição. Mara Lúcia luta, luta para conseguir dar a seus filhos o lar que não teve. Laíssa comenta, “Lembro bem de uma aula de história em que meu professor contava a história da feijoada: a princípio era alimento dos negros escravos, feito com os restos que o senhor da casa-grande não comia. Depois, os brancos ricos descobriram o valor da feijoada e se apossaram dela. Hoje vejo mesmo acontecer com o lixo que nossas famílias coleta e vendem para a reciclagem há mais de 60  anos. Os ricos descobriram o valor da reciclagem e querem mais uma vez nos passar a perna”.
Como já disse, nada na vida de Mara Lúcia e seus filhos é fácil. Numa noite, meados de dezembro, mais precisamente dia 9 dezembro de 2008, alguém passa pela Avenida Alceu Mainardi de Araújo e atira fogo na cooperativa. Rapidamente o fogo que em contato com muito papelão, se espalha e destrói os sonhos, sonhados ou não de cerca de 80 trabalhadores que daquele espaço retiravam seu sustento.
Neste momento a vida de Laíssa se transforma totalmente. Sua mãe por não concordar com as atitudes que considera desumanas, por parte da presidente da cooperativa, Marcia Abadia, está trabalhando em outra cooperativa, mas ao ser chamada pelos antigos colegas de trabalho para somar na luta pela reabertura da cooperativa, joga tudo pelos ares, e vai, insanamente, lutar contra a Prefeitura da cidade de São Paulo e todos aqueles que não querem a cooperativa no local por questões imobiliárias ou por questões econômicas. O mercado da reciclagem é um mercado bilionário.
Durante o ano de 2009, Laíssa viu faltar sabonete, tomou banho gelado no rigoroso inverno, faltou leite para os pequenos, faltou ânimo para estudar. Laíssa que estava no terceiro ano do ensino médio, repetiu. No entanto, naquela altura do campeonato, o que significava perder o ano para quem não tinha o que colocar na mesa?
Mara Lúcia enfrentou a revolta dos filhos que não entediam porque ela deixou um emprego certo para lutar por uma causa que nem era sua, era do pessoal da Granja. Na comunidade Mara e seus filhos eram motivo de chacota, até mesmo na escola, os chamados ‘Lixeiros’, eram humilhados.
Sem apoio das outras cooperativas que morriam de medo da Prefeitura, Mara Lúcia encontrou apoio no Movimento Nacional do Povo da Rua. Lá a vida de Laíssa começou a mudar. O movimento do povo da rua é organizado. Por ironia, foi com o povo da rua que Laíssa começou a entender que tinha que voltar a estudar. Aprendeu o valor da Educação. Uma vez por mês o povo da rua se reúne para, no “Fala Rua”, discutir, debater, criar políticas púbicas capazes de diminuir a exclusão social. Com o povo da rua, Laíssa conheceu a Rede Rua de Comunicação, a Revista OCAS, e muitas, muitas pessoas sérias comprometidas com a construção de um país mais justo para todos. A família de Mara Lúcia, liderada por Laíssa, cria uma banda, a banda da cooperativa Granja Julieta. A banda toca em dezembro de 2009 (um ano após o incêndio) para o Presidente Lula. No Natal Solidário toca para pessoas em situação de Rua na Praça da Sé, centro de São Paulo. Laíssa começa a viajar, participar de seminários de formação, de palestras, sua mente se abre para um mundo que até então ela não conhecia.
Comovido com a luta de Mara Lúcia e seus companheiros catadores, o Presidente da República Luís Inácio Lula da Silva, telefona para o então Prefeito da Cidade de São Paulo Gilberto Kassab e pede que este reabra a cooperativa. No dia 27 de dezembro de 2009, um domingo, a pedido o Presidente da República o Prefeito visita o espaço onde funcionará a cooperativa de catadores da Granja Julieta.
Algo que parecia impossível aconteceu, a cooperativa da Granja Julieta reabriu. Devido a muitas brigas, empurra-empurra, a cooperativa passa a funcionar na Rua Carmo do Rio Verde próxima ao antigo espaço à Avenida Alceu Maynard de Araújo. Sem estrutura, o trabalho na cooperativa não é fácil, porém necessário. Laíssa começa a trabalhar com sua mãe. O Trabalho duro e braçal. Eles não têm empilhadeiras, esteiras, caminhões, a estrutura básica para um trabalho digno. Apesar de o governo federal ter disponibilizado seis milhões de reais há três anos, para a Prefeitura investir em suas centrais de triagem, o dinheiro continua na Caixa Econômica, sem uso.
Na casa de Laíssa uma mudança: Joana passa a ficar em casa para cuidar das crianças e, Laíssa e Everton, já maiores de idade, vão trabalhar com a mãe. Laíssa dorme na cooperativa. Transferiu-se para uma classe de EJA (Educação de Jovens e Adultos), na Escola Estadual Plínio Negrão, próxima a cooperativa. Para Laíssa a mudança não foi tão simples como se parece, sua mãe não queria permitir que ela dormisse na cooperativa; “Se ela ficar aqui dentro, comer, trabalhar, dormir, fizer da cooperativa seu lar, estará imersa no lixo e isso não é bom”, afirmava Mara Lúcia. Mas, Laíssa insistiu, trabalhar o dia todo, estudar a noite e voltar para casa seria muito cansativo, “se eu dormir aqui, (na cooperativa) ganharei umas horas a mais de sono e de estudo”.
Durante o ano de 2010, Laíssa fez cursos de formação ministrados por ONGs, pelos movimentos sociais e conheceu o Teto. A ONG “Um Teto para meu país”, criada, no Chile, em 1997, pelo Padre Felipe Berríos. O Teto como é chamada carinhosamente pelos universitários busca construir casas de madeira pré-fabricadas, para famílias em situação de risco. Num primeiro momento integrante da ONG procuram o poder público local e a comunidade para negociar e expor suas propostas. Em um segundo estágio constroem as casas. A construção é feita por universitários em férias. A ONG que chegou ao Brasil em 2002,construindo 20 casas no estado de Pernambuco. Laíssa e seu irmão Everton, em julho de 2010, ajudaram a construir cerca de 50 casas na Favela da Padroeira, em Osasco. Desta parceria, brotou em Laíssa e Everton o desejo maior de serem universitários. Da experiência nasceram belas amizades entre estudantes de classe média alta e adolescente favelados, que nunca haviam pensado na possibilidade de frequentar uma universidade ou fazer um intercambio. Mas Laíssa não se sentia verdadeiramente do Teto, não é universitária. A experiência foi frutífera, porém dolorida. Laíssa se lembrou dos tempos em que sua mãe mal tinha o que colocar na mesa para eles comerem e ainda tinha que se concentrar e continuar lutando, pois a cooperativa estava reaberta, o trabalho garantido, apesar da falta de estrutura. Só que a Prefeitura está realizando uma obra de canalização de córrego bem no córrego da Vila Rubi, Laíssa, sua mãe e seus irmãos deverão deixar o lar que conhecem para um local sabe se lá onde. A preocupação é imensa, mal acabaram de sair de uma luta e já estão em outra. Para Mara Lúcia, “nós pobres somos como ping-pong nas mãos dos ricos: se estamos aqui nos jogam lá, se estamos lá nos jogam acolá”. Depois de muita negociação e do apoio do Senador Eduardo Suplicy a Secretaria de Habitação da Prefeitura de São Paulo resolveu pagar 3 aluguéis para Mara Lúcia, afinal naquele lar em cima do córrego moram 12 pessoas mais aí começa outro problema, agora eles tem o dinheiro para alugar uma casa descente para todos até que saia o apartamento prometido pela Prefeitura, mas quem será  o fiador? Uma solução seria pagar o seguro fiança, 2500,00 reais por ano. A família não tem dinheiro para mais este gasto.  Mais uma vez Laíssa volta no tempo e fala da Lei de terras de 1850. “A lei de terras de 1850 deixou os negros de fora, transformou a terra em algo lucrativo, era um bem que só quem tinha dinheiro podia comprar. Para negros foros era apenas uma ilusão”. Mara Lúcia complementa a fala: “Era melhor quando éramos escravos, nessa época sabíamos que nosso lugar era a senzala, e agora qual é o nosso lugar? Me diga um lugar nesta cidade onde os pobres não estejam sendo expulsos”.
O medo é constante, a incerteza uma companheira de horas eternas. Só que neste momento o coração de Laíssa tem mais um motivo para sangrar. Ela quer estudar. Quer sair da favela, quer uma segurança, segurança esta que ela tem certeza só encontrará estudando muito.
Concentrar-se numa escola depois de um dia de trabalho na reciclagem não é fácil. Na cooperativa da Granja Julieta o trabalho é duro, eles precisam conviver com pessoas com sérios problemas mentais, dependentes químicos, deficientes físicos, trabalhar no sol e na chuva, no fim do dia o corpo e a mente estão “acabados”. Para piorar, Laíssa estuda em uma sala com mais de 60 alunos. A sala é pequena para tanta gente, quem chega atrasado tem que ir buscar carteiras em outras salas, atrapalhando assim a aula já em andamento. O calor é intenso mesmo no inverno. Laíssa, que tem bronquite, sofre com crises de falta de ar. “Noutro dia – conta Laíssa – uma colega de sala teve um ataque de nervos. Depois que a acalmamos ficamos sabendo o motivo: ela é deficiente auditiva e não conseguia entender o que a professora explicava”.
Houve um movimento na escola para dividir a sala, mas disseram que não havia motivo para tanto, que em pouco tempo muitos alunos deixariam de frequentar o curso e a sala ficaria mais“vazia”.
Às vezes Laíssa chora, sente além das dificuldades o preconceito, daqueles que a veem como lixeira e não como agente ambiental. Noutro dia no banheiro do colégio ouviu algumas colegas “tirarem um sarro” de sua profissão, falavam com desprezo e descaso. Também diziam que era mentira que ela fazia parte dos movimentos todos que ela contava na sala de aula. A forma pejorativa a que se referiam a ela e seus colegas de trabalho doeram fundo, a fez inclusive pensar em deixar a escola. Na cooperativa a história acabou virando piada, pois catadores de origem mais humilde queriam ir até a escola tirar satisfação com as meninas que tinham magoado a Lalá. Um deles queria ir até a polícia, pois “brulim” é crime. Como na cooperativa da Granja tudo é motivo para festa, o “brulim” da Lalá virou mais um motivo para o riso.
Apesar das dificuldades Laíssa não se queixa dos professores, tem carinho e respeito por todos. Aprendeu desde cedo que a vida não é fácil, mas que não existe outra forma de enfrentá-la que não seja de frente.
Lembram-se da frase inicial “Sexta-feira, 12 de novembro de 2010. Laíssa Sobral Martins matricula-se no curso de gestão ambiental de uma universidade privada”, a guerreira Laíssa, está na universidade. Mais uma menina negra, favelada, sofrida, adentra pelos portões das universidades brasileiras. Dentre em pouco ela deixará ser uma catadora e será uma gestora ambiental.
Laíssa entra para as estatísticas que mostram que em sete anos mais jovens negros e pardos entraram para a universidade do que nos últimos 500 anos. Em 2004 quando o governo Lula implantou o sistema de cotas na Universidade de Brasília (UnB) apenas 2% dos estudantes universitários brasileiros eram negros, apesar de a população negra representar mais de 46% da população brasileira. Atualmente quase um milhão de estudantes negros estão em cursos superiores.
Mas, como a vida não é fácil, ela tem medo muito medo do preconceito que encontrará na universidade, pois diferentemente dos outros alunos o pagamento de sua mensalidade sairá de seu trabalho na cooperativa. Trabalho este que, muitos brasileiros ainda não conhecem e não entendem o valor.
Na sexta-feira, 12 de novembro de 2010, lembrei-me de um encontro do Presidente Lula com os catadores, no qual ele disse que sonhava em ver não só os filhos dos catadores na universidade, como também os catadores.
Laíssa é o primeiro diploma da família. Mara e suas irmãs não completaram nem o fundamental. Agora, Laíssa, catadora e filha de catadora é universitária.

O QUE É SER EMPREENDEDOR?


“Alguns homens vêem as coisas como são, e perguntam: “Por quê”? Eu sonho com as coisas que nunca existiram e pergunto: "Por que não?" Bernard Shaw

Atualmente, a palavra de ordem no mercado tem sido o empreendedorismo. Diversas escolas estão voltando seus ensinos para o comportamento empreendedor e por isso, as pessoas estão mudando sua concepção com relação aos empreendimentos e profissões. Movidas por uma necessidade (perda de emprego, por exemplo) ou por visualizar uma oportunidade no mercado, algumas pessoas podem iniciar um pequeno negócio, e ter sucesso por toda a vida. Outras, podem não ser tão bem sucedidas, e terem que se deparar com um fracasso, apesar de seu esforço. Por que isto ocorre? Para responder a essa pergunta, vamos conhecer o que é o empreendedor, para depois conhecermos o seu perfil e as causas de sucesso e fracasso dos empreendimentos.

De acordo com Joseph A. Schumpeter - " O empreendedor é aquele que destrói a ordem econômica existente pela introdução de novos produtos e serviços, pela criação de novas formas de organização ou pela exploração de novos recursos e matérias." Outro conceito, da Amar Bhide/ Harvard Business School define que " trata-se simplesmente daquele que localiza e aproveita uma oportunidade de mercado, criando à partir daí um novo negócio."

Ambos os conceitos levam-nos a pensar nas atitudes das pessoas empreendedoras: são inovadoras, inquietas, criativas, ousadas, além de terem sempre a sua visão voltada para o futuro. Por isso, elaboram todo um planejamento que vai permitir-lhes criar as condições vitais para o alcance dos seus objetivos, e têm sempre em mente que é importante alcançá-los tanto no plano profissional, quanto no familiar e pessoal. Motivadas por isto, criam sempre oportunidades e se envolvem com elas, entregando-se de corpo e alma para alcançar seus objetivos.

Para alguns, o sucesso dos negócios é pura sorte, mas para o empreendedor, é apenas o resultado de sua visão acompanhada de uma ação, pois todos os dias são feitos para se realizar algo. Não ficam reclamando do sol ou da chuva, pois estão ocupados em atingir o que planejaram para sua vida. Os obstáculos que surgem são retirados de sua frente com trabalho e garra, não servindo nunca como “desculpas” para afastá-lo de seus objetivos.

A ousadia é outra característica de pessoas de sucesso. Até mesmo porque, para empreender no Brasil só mesmo com muita garra e perseverança. As dificuldades são extremas e poucas pessoas têm coragem para enfrentar os desafios que surgem em seu caminho.

Por isso, o verdadeiro empreendedor não pode, em primeiro lugar, buscar o lucro, porque ele será o resultado das ações da empresa. Ele tem que estar sempre ligado ao mundo, buscando cada vez mais novos conhecimentos para enfrentar os desafios. Então qual será a razão de alguns empreendimentos serem bem sucedidos e outros fracassarem? Entre os diversos motivos, estão a falta de planejamento, pesquisa, conhecimento do negócio e do mercado. Outro fator é que existem pessoas que não possuem características comportamentais empreendedoras necessárias para os negócios como coragem para assumir riscos, persistência, planejamento, rede de contatos, comprometimento, entre outras; ou se as têm, não as identificaram ou as aprimoraram para se lançarem no mercado. Além disso, deve-se ter um profundo conhecimento do negócio em que deseja empreender. Muitas pessoas têm idéias, porém ficam somente nelas, não passando nunca para a ação, atitude necessária para transformá-las em realidade fazendo as coisas acontecerem. E isto somente ocorrerá se a pessoa tiver uma verdadeira paixão por aquilo que faz, pois este é o combustível necessário para entusiasmar-se por seu projeto de vida.

O verdadeiro empreendedor é um campeão que não desiste jamais pois acredita em sua capacidade, e vê os fracassos como oportunidade de aprender cada vez mais. Não fica esperando a vida passar. Ele somente tem olhos para o futuro, sendo capaz de investir todo seu tempo na realização de seus sonhos! Enquanto não se levantarem e tomarem uma atitude que as levem a alcançarem seus objetivos, as pessoas ficarão na platéia, aplaudindo aquelas que tiveram coragem de subir no palco da vida!!! Em qual dos dois lugares você quer ficar???? Faça sua escolha e aja rápido, ou então contente-se em apenas jogar confetes!!!

Texto de
Maria do Rosário Martins

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

SUPERAÇÃO - NUNCA DESISTA!

"Comece fazendo o necessário, depois o que é possível, e muito em breve estará fazendo o impossível."
                                         
 
Vale a pena ler!

Tavinho não agüentou o cheiro bom do pão e falou:

- Pai, tô com fome!

O pai, Otávio , sem ter um tostão no bolso, caminhando desde muito cedo em busca de um trabalho, olha com os olhos marejados para o filho e pede mais um pouco de paciência...

_Mas pai, desde ontem não comemos nada, eu tô com muita fome, pai!

Envergonhado, triste e humilhado em seu coração de pai, Otávio pede para o filho aguardar na calçada enquanto entra na padaria a sua frente..

Ao entrar dirige-se a um homem no balcão:

- Meu senhor, estou com meu filho de apenas 6 anos na porta, com muita fome, não tenho nenhum tostão, pois sai cedo para buscar um emprego e nada encontrei, eu lhe peço que em nome de Jesus me forneça um pão para que eu possa matar a fome desse menino, em troca posso varrer o chão de seu estabelecimento, lavar os pratos e copos, ou outro serviço que o senhor precisar!

André, o dono da padaria estranha aquele homem de semblante calmo e sofrido, pedir comida em troca de trabalho e pede para que ele chame o filho...

Otávio pega o filho pela mão e apresenta-o a André, que imediatamente pede que os dois sentem-se junto ao balcão, onde manda servir dois pratos de comida do famoso PF (Prato Feito) - arroz, feijão, bife e ovo...

Para Tavinho era um sonho, comer após tantas horas na rua...

Para Otávio, uma dor a mais, já que comer aquela comida maravilhosa fazia-o lembrar-se da esposa e mais dois filhos que ficaram em casa apenas com um punhado de fubá..

Grossas lágrimas desciam dos seus olhos já na primeira garfada...

A satisfação de ver seu filho devorando aquele prato simples como se fosse um manjar dos deuses, e lembrança de sua pequena família em casa, foi demais para seu coração tão cansado de mais de 2 anos de desemprego, humilhações e necessidades...

André se aproxima de Otávio e percebendo a sua emoção, brinca para relaxar:

- Ô Maria!!! Sua comida deve estar muito ruim... Olha o meu amigo está até chorando de tristeza desse bife, será que é sola de sapato?

Imediatamente, Otávio sorri e diz que nunca comeu comida tão apetitosa, e que agradecia a Deus por ter esse prazer...

André pede então que ele sossegue seu coração, que almoçasse em paz e depois conversariam sobre trabalho...

Mais confiante, Otávio enxuga as lágrimas e começa a almoçar, já que sua fome já estava nas costas...

Após o almoço, André convida Otávio para uma conversa nos fundos da padaria, onde havia um pequeno escritório...

Otávio conta então que há mais de 2 anos havia perdido o emprego e desde então, sem uma especialidade profissional, sem estudos, ele estava vivendo de
pequenos 'biscates aqui e acolá', mas que há 2 meses não recebia nada...

André resolve então contratar Otávio para serviços gerais na padaria, e penalizado, faz para o homem uma cesta básica com alimentos para pelo menos 15 dias...

Otávio com lágrimas nos olhos agradece a confiança daquele homem e marca para o dia seguinte seu início no trabalho....

Ao chegar em casa com toda aquela 'fartura', Otávio é um novo homem sentia esperanças, sentia que sua vida iria tomar novo impulso...

Deus estava lhe abrindo mais do que uma porta, era toda uma esperança de dias melhores...

No dia seguinte, às 5 da manhã, Otávio estava na porta da padaria ansioso para iniciar seu novo trabalho...

André chega logo em seguida e sorri para aquele homem que nem ele sabia porque estava ajudando...

Tinham a mesma idade, 32 anos, e histórias diferentes, mas algo dentro dele chamava-o para ajudar aquela pessoa...

E, ele não se enganou - durante um ano, Otávio foi o mais dedicado trabalhador daquele estabelecimento, sempre honesto e extremamente zeloso com seus deveres...

Um dia, André chama Otávio para uma conversa e fala da escola que abriu vagas para a alfabetização de adultos um quarteirão acima da padaria, e que ele fazia questão que Otávio fosse estudar...

Otávio nunca esqueceu seu primeiro dia de aula: a mão trêmula nas primeiras letras e a emoção da primeira carta...

Doze anos se passam desde aquele primeiro dia de aula...

Vamos encontrar o Dr. Otávio Barra, advogado, abrindo seu escritório para seu cliente, e depois outro, e depois mais outro...

Ao meio dia ele desce para um café na padaria do amigo André, que fica impressionado em ver o 'antigo funcionário' tão elegante em seu primeiro terno...

Mais dez anos se passam, e agora o Dr. Otávio Barra, já com uma clientela que mistura os mais necessitados que não podem pagar, e os mais abastados que o pagam muito bem, resolve criar uma Instituição que oferece aos desvalidos da sorte, que andam pelas ruas, pessoas desempregadas e carentes de todos os tipos, um prato de comida diariamente na hora do almoço...


Mais de 200 refeições são servidas diariamente naquele lugar que é administrado pelo seu filho , o agora nutricionista Tavinho Barra...

Tudo mudou, tudo passou, mas a amizade daqueles dois homens, André e Otávio impressionava a todos que conheciam um pouco da história de cada um....

Contam que aos 82 anos os dois faleceram no mesmo dia, quase que a mesma hora, morrendo placidamente com um sorriso de dever cumprido...

Tavinho, o filho mandou gravar na frente da 'Casa do Caminho', que seu pai fundou com tanto carinho: 

'Um dia eu tive fome, e você me alimentou. Um dia eu estava sem esperanças e você me deu um caminho. Um dia acordei sozinho, e você me deu Jesus, e isso não tem preço. Que Deus habite em seu coração e alimente sua alma. E, que te sobre o pão da misericórdia para estender a quem precisar!' 


(História verídica)

Se acharem que vale a pena repassem, pois nunca é tarde para começar e sempre é cedo para parar!  
 
Embora não podemos voltar atrás e fazer um novo começo, podemos começar agora de fazer um novo fim!

 Que Deus o abençoe abundantemente.


Enviado por:
Otávio Barra

NETWORKING - AMIZADES QUE TRAZEM BENEFICIOS


Esta matéria foi publicada na Folha de Londrina no dia 02 de agosto de 2010.
Quero transcrêve-la, pois achei bem interessante. Começa afirmando que a atitude de manter boas relações com pessoas de nossa área de atuação pode ser fundamental para o crescimento profissional. Aprofundar e difundir informações, trocar conhecimentos e saber o que acontece na sua área pode ser o caminho para conseguir um novo emprego ou realizar novos negócios. Reuniões, palestras, cursos, eventos, conferências, atividades de lazer, entre outras, são as melhores formas de aproximação e apontam os melhores caminhos para se construir relacionamentos duradouros.
Estamos falando do networking, uma ferramenta que, se bem utilizada, pode oportunizar empregos, informações estratégicas, divulgação do seu trabalho e o enriquecimento de sua vida pessoal e profissional.
Quem pensa que contatar várias pessoas em redes sociais ou distribuir uma coleção de cartões corporativos são garantias para manter ativo seu networking, está enganado. A qualidade dos relacionamentos é melhor que quantidade no momento de montar sua rede de contatos.
O melhor networking é aquele que atinge seus objetivos, seja ele qualitativo ou quantitativo. Mas, são os contatos com mais qualidade que garantirão maior e melhor retorno. A troca de experiências e informações assegura afinidades que refletirão nos objetivos pessoais e profissionais.
A influência que o networking tem propiciará que novas atividades se iniciem. Ele abre portas. É uma base de relacionamentos de troca que pode vir a gerar oportunidades profissionais.
Segue agora algumas dicas para ter um networking bem sucedido:
• Defina uma área que lhe interesse.
• Monte uma lista das pessoas relacionadas ao assunto.
• Saiba quais os eventos que acontecem sobre o tema e, se possível, esteja presente.
• Faça o contato personalizado com cada uma das pessoas.
• Estude o assunto para não cometer gafes.
• Tenha à mão seus cartões pessoais.
• Introduza conversas, troque idéias.
• Quando abordar determinado assunto, seja claro e natural.
• No caso de precisar de um favor, perceba se a pessoa entendeu suas intenções.
• Marque presença junto à sua rede de relacionamentos.
• Esteja aberto a novos contatos.
• Avalie se o novo contato vai lhe acrescentar algo, lembre-se que a relação é de troca.
• Tenha à mão seus cartões pessoais.
• Não fale mal dos outros.
Uma boa semana a todos!!!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Como aumentar as vendas do seu negócio Virtual ?


No comércio virtual nem tudo é tecnologia ou um baita sistema de loja virtual ou SEO. Muito do segredo é lógica, bom senso e objetividade. A Internet anda cada vez mais rápida e seus clientes em potencial também. Facilitar a vida dos seus visitantes é um ótimo negócio para eles e para as sua vendas. É parte do Conceito de Kiss (Keep It Simple Stupid). Proporcionar uma navegação rápida e objetiva em sua loja virtual, além de uma obrigação é um diferencial.
Resumindo a estória toda. Em uma loja virtual, mais do que nunca a usabilidade é fator fundamental. Não dá para conceber um e-commerce com dificuldades de navegação.  O comércio virtual é uma coisa rápida, exige disponibilidade de informação.
Vejamos então como levar isso aos seus clientes:
  • Não obrigue os consumidores a se registrarem antes do processo de checkout. Não peça informações que você não vai usar imediatamente. Quem disse que ele vai fecham negócio. Convença seu cliente que você tem a melhor oferta e depois peça informações.
     
  • Escreva para seres humanos. O Google te ajuda, mas não é o seu cliente alvo. Não escreva descrições de produtos para agradar o SEO do Google mas para agradar os seus clientes. São eles que te trazem lucro. O Google, Yahoo, MSN e Bingsão importantes, mas como parceiros e não como alvo principal da sua divulgação. Esqueceu para quem está vendendo?
     
  • Não deixe seus clientes acrescentarem produtos ao carrinho para depois dizer que não tem aquele produto em estoque. Piedade! Se você já sabe que não tem o produto em estoque, por que você não mostra logo na página de detalhe do produto?
     
  • Apague ou deixe indisponíveis categorias sem produtos cadastrados. Você tem categorias na sua loja virtual sem nenhum item cadastrado? Certamente sim e chama isso de"planejamento futuro", meio redundante mas, vá lá. Para não incomodar e decepcionar seus clientes, desabilite essa categoria para que eles não tenham que dar de cara com a mensagem "Nenhum produto encontrado". Desagradável não acha?
     
  • Limpe a sua home page. Não é porque você tem um monte de promoções para divulgar que você tem que mostrar tudo de uma vez. Faça o cliente se interessar pelo o que você tem e não fique saturando-o de informações. Coloque na vitrine principal o que você realmente tem de diferencial em relação aos seus concorrentes e o que realmente tem demanda. A purpurina, esqueça.
     
  • Estabeleça uma data de chegada para os pedidos. Seus clientes vão gostar de saber quando os produtos vao chegar a casa deles não acha? Não vale a pena somente informar quando o produto foi despachado, tipo, "já mandamos e vire-se". Você deve mostrar a data que o cliente poderá esperar pelo produto em sua casa? Isso é uma abordagem amigável e altamente vendável. Seu cliente é seu amigo e não alguem que passou pela sua loja e por acaso fez uma compra. Faça ele gostar do atendimento e voltar.
     
  • Não exagere nas recomendações de produtos. Se o cliente adicionou um produto ao carrinho de compras, mostre o carrinho de compras que é o que interessa. O cliente já está convencido que o produto é bom. Não exiba uma dezena de recomendações antes de mostrar o carrinho até porque todo mundo desconfia das avaliações mesmo. Se lembram do caso da Amazon? Eu lembro mas não gosto de contar.
  • Tome cuidado com o uso de e-mail marketing. Envie e-mails focados, incentive o cliente a escrever resenhas sobre os produtos. Pergunte se o pedido chegou como ele esperava, vá além dos e-mails de oferta de produtos baseados em preços, isso todo mundo faz. Um pouco (muito pouco) de institucional não faz mal a ninguém, pode usar também.
     
  • Não apague os comentários negativos. Mantenha as resenhas negativas sobre os produtos. E, se um produto recebe muitas críticas negativas, livre-se do produto, não dos clientes. Faz sentido não acha? O chato não é o cliente, o chato na verdade é o produto que não tem saida. Já pensou em colocá-lo como brinde?
     
  • Mostre o preço final o quanto antes. Não espere até o final para mostrar o preço com desconto, com impostos, frete etc. O cliente quer saber o valor total, incluindo o frete na tela do carrinho de compras. Se você precisa do CEP para descobrir calcular o frete, peça logo e guarde a informação em seu sistema para o checkout.
     
  • Evite entradas duplicadas em seus formulários. Se você perguntou pelo CEP no carrinho, não me faça digitar o CEP novamente no formulário de pedidos. Todo mundo odeia formulários, principalmente se perguntam a mesma coisas milhões de vezes. Não é isso que você fala das atendentes de telemarketing das companhias de celular quando liga para lá?
  • Seja visto e encontrável. Ajude os clientes a te conhecer. Não esconda as informações sobre contato com a empresa. Mostre o telefone em todas as páginas. O cliente precisa saber o quanto é fácil fazer negócios com você. Como a mulher de César, não adianta ser correto, tem que parecer correto também.
     
  • Faça uma limpeza na publicidade de sua loja. Pense direito sobre as propagandas que você tem que você tem em sua loja. Se você é um vendedor digital, o seu foco deveria ser vender os seus produtos e não ganhar uns trocados fazendo propaganda para os outros. Tudo bem, seu fornecedor está la? ótimo. O que ele te dá por anunciar a marca dele? Já pensou em fazer uma proposta de patrocínio a ele? Não se assuste se a resposta for positiva. Na maioria das vezes ele te dá algum tipo de vantagem por anunciar a marca dele e você nem sabia.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

CONQUISTANDO O MEDO


O que realmente impede de viver seus sonhos? O problema mais dominante na vida das pessoas? A resposta é: MEDO!

As pessoas vivem cada dia com medo. Medo de perder a sua riqueza, o medo de perder seus entes queridos, medo de tomar as decisões erradas, o medo de serem elas mesmas, o medo de crescer, medo de fazer um compromisso. A lista vai longa. A principal causa de pessoas que não preenchem os seus sonhos não é o medo do fracasso – é o medo do sucesso!

O medo de realizar o que realmente se dispuseram a fazer. O medo de viver a vida ao máximo que você pode ter paralisado. Isto fará com que você nunca tente em seu negócio, ou se você tentar, vai sabotar seus esforços para que você nunca tenha que enfrentar seu medo do sucesso.

A maioria das pessoas vivem suas vidas nas garras do medo e eles não estão cientes que não tem controle sobre o medo! O medo é a única coisa que pode transformar seus sonhos de liberdade financeira, relações amorosas, entre outros e uma vida significativa em um padrão de hábitos elevado.

O medo é dominar o problema do medo em sua vida hoje. As duas perguntas que você precisa responder para conquistar o seu medo são as seguintes: Que medo tem o maior controle sobre o seu comportamento? É o medo do fracasso, o medo da rejeição, o medo do sucesso, ou são todos eles?

Como faço para interromper os maus hábitos que tenho desenvolvido como um meio de proteção contra esse medo? Como faço para interromper a programação que tenho dentro de mim?

Estas são as duas questões mais importantes quando se trata de superar seus medos. Se você puder responder a estas duas perguntas, sua vida vai mudar para sempre! A realidade do medo é que ele é humano e faz parte da vida.

Ele não vai desaparecer. O medo ainda é saudável! É um presente dado a você para mantê-lo seguro e lhe trazer mais perto de seu criador. Cada pessoa nasce com três medos instintivos. Estes são: o medo de cair, medo de ruídos altos e o medo do abandono. Estes três medos lhe foram dados para ajudar a monitorar o que está acontecendo ao seu redor.

Pense nisso, é o medo que lhe dá a adrenalina que faz você escapar de uma situação que é realmente insegura. Ele também lhe dá a mesma pressa que faz com que você lute para vencer. A fé nasce do medo. Deus sabia em Sua infinita sabedoria que o medo é o que iria conduzir o Seu povo de volta para ele.

Embora por vezes é apenas em momentos de medo extremo que nós olhamos para Deus. Dê uma olhada em sua própria vida e pensar sobre as vezes que você olhou a Deus por Seu poder e sabedoria. Estes foram, provavelmente, os momentos de medo extremo. A verdadeira fé nasce do medo! Então, o que causou o dom do temor de ser o número um problema na sociedade de hoje?

Por que as pessoas deixam o medo controlar suas ações, crenças e vidas? A resposta é a diferença entre a reagir ao medo e à qualidade do medo. Tem tudo a ver com o seu sistema de crenças. As crianças costumam reagir instintivamente ao medo, o que é apropriado comportamento nesta idade.

A maioria dos adultos não fazem a distinção entre a reagir ao medo, como quando era uma criança, e agindo com a sua inteligência ao lidar com o medo. As pessoas reagem instintivamente a temer por alguém, negá-lo ou fugir dela. Elas perdem o poder que vem atuando com sua inteligência, nunca permitindo que o medo se torne o dom que se destinava a ser. Aprender a agir com o seu intelecto, expondo seus medos verdadeiros e das crenças que representam e libertar-se para que possa seguir em frente com tudo o que se pretendia fazer, e têm-se o medo como seu aliado!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Boa aparência vs Boa apresentação

Boa aparência é muitas vezes um fator sistemático para seleção de um cadidato, mas bons administradores devem transcender esse aspecto e focar na profissão e na capacitação. Um bom profissional saberá se portar e se trajar para sua função. Os empregadores estão julgando os candidatos pela beleza.


Em certos anúncios de emprego, geralmente de pequenos e médios empreendimentos, dos quais depende de atendimento ao público, expõem em seus anúncios de vagas de empregos requisitos um tanto que estereotipados. Uns chegam exigir que o futuro funcionário tenha carro ou moto própria, que não dependa de ônibus, que tenha tantos anos de experiência em uma determinada área. Mas atualmente há um fator que está reprovando os candidatos já no curriculun ou na entrevista. A aparência.
Aqui na agência SimplexData fiz uma pesquisa com meus colaboradores diretos e indiretos a respeito deste assunto, o que me chamou atenção foi que as pessoas se confundem com os dois! Uns declaram que "boa aparência é ser fisicamente atrativo" e outros relatam que boa apresentação "saber se portar e falar diante dos demais ao seu redor". Mas o que motivou a realizar esse apanhado foram realmente esses anúncios que li nos jornais e na Internet; e por meus clientes reclamarem que são julgados pelo seu curriculun e sua aparência, não oportunizando o profissional em sim.
Os anúncios que solicitam pessoas com pró-atividade e dinamismo, também entram nesse estereotipo que mencionei. O entrevistador só vai saber se a pessoa tem esse principio realizando dinâmicas de grupo para selecionar. Entretanto pequenos empreendimentos como lojas de livros, informática, serviços, não possuem um setor de Gestão de Recursos Humanos apto a realizar tal avaliação, geralmente terceirizam esse departamento, e, diga-se de passagem, quem paga a conta é o empregado, porque se ele é recrutado por uma agencia de RH esse colaborador empregado custeia sua própria contratação com empenho de 15% a 40% do salário entre 2 a 4 meses. Em minha opinião de Administrador não concordo com essa metodologia. Mas isso é outro assunto.Tais anúncios elaborados ao bel achismo de um empregador que por telefone determina ao jornal ou ao webmaster que se publique o solicitado, sem levar em conta que tipo de pessoa desejo entrevistar, sem julgar que essas pessoas se deslocarão de suas residências, gastarão com locomoção e tempo para atender uma entrevista. Ou são os anúncios que pedem "favor enviar curriculun com foto", a pessoa já é eliminada pela foto! Eu já fiz experiência com meu próprio currículo, mandei para 3 anúncios que exigiam a foto! Enviei o documento com foto e dois dias depois enviei o mesmo sem a foto, somente mudando as ordens de pensamento do currículo. Resumindo os três ligaram pra mim e em meio à conversa para marca o dia da entrevista eu perguntei se o currículo que estavam avaliando tinha foto, surpresa! Não tinha foto! Então pergunto... Como estavam avaliando os demais?
Outro fato foi um anuncio de jornal que segue abaixo:
LIVRARIA DO SHOPINGFULANO DE TAL CONTRATA VENDEDORES EXIGE-SE DINAMISMO, DISPOSIÇÃO E BOA APARÊNCIA. AMBOS OS SEXOS. ENVIAR CURRICULO PARA FULONODETAL@GELADEIRA.COM OU PELO FONE TALTALTAL PARA AGENDAR ENTREVISTA.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Superando as Crises


Traduzido do artigo de David Kornfield
Todos enfrentamos crises.  Às vezes são pequenas, outras vezes não.  Às vezes são meio previsíveis, a maioria das vezes não.  Às vezes são de terceiros, outras vezes transbordam de nossas próprias entranhas, nosso casamento, nossa família, nossa igreja, nosso trabalho.
Os chineses têm uma linguagem de símbolos.  A palavra “crise” é um casamento do símbolo para “oportunidade” e o para “perigo”.  Trabalhando encima dessa perspectiva sábia, deixe-me oferecer a seguinte definição de criseUma oportunidade perigosa que nossa estrutura atual não é suficiente para administrar”.  Quando conseguimos administrar o assunto não é uma crise, apenas um problema ou desafio.  Torna-se uma crise quando não temos os recursos emocionais, espirituais, financeiros ou outros para conseguir administrar a situação.
Existem três formas típicas de responder a crises: retroceder ou recuar, agüentar firme ou superar.  Algumas pessoas são gatos escaldados e fogem na hora que a crise se erguer, mas acho que a resposta mais comum é agüentar firme.  Inicialmente quando uma crise chega, a enfrentamos, algo parecido a alguém que está um quilômetro de casa quando uma tempestade fria cai.  Se encolha em si mesmo, olha para baixo para não pegar chuva na cara e começa a andar.  Passo após passo, com confiança que apesar de estar congelando, possivelmente tremendo de frio, apesar de se ensopar e estar frustrado, correndo risco de uma gripe forte, se apenas agüentar, irá chegar em casa e a crise passará.  Infelizmente a maioria de outras crises demora bem mais; ainda assim, nos encolhemos, nos fixamos na possibilidade da vida voltar ao que era e colocamos um pê na frente do outro.  Nos firmamos em versículos como Hebreus 12.1, 2 que falam da perseverança e de fixar nos olhos em Jesus e, olhos realmente fixos em Jesus ou não, agüentamos.
Essas crises comumente envolvem conflitos com alguém.  Nessa atitude de aguentar firme temos uma tendência de procurar apoio até a crise passar, apoio de amigos, apoio de Deus, apoio através de passagens bíblicas.  Com a maior facilidade encontramos passagens que nos fortalecem, nos encorajam a perseverar e muitas vezes nos justificam ou mostram que nós estamos certos.  Eventualmente a crise passa e conseguimos andar como antes, com cabeças erguidas e um sorriso no rosto e na alma.
Quando a crise não passa, quando agüentar firme não está dando certo, quando os versículos não são suficientes, as duas outras opções se abrem.  Muitas pessoas retrocedem, voltam para trás.  Abandonam a “fé” que tinham, a convicção ou equilíbrio que tinham, a maturidade ou confiança que ganharam e voltam para um paradigma do passado, algo que servia na época, mas que já haviam deixado para trás.  Estas pessoas, quando a crise passa, realmente estão piores do que quando a coisa pegou.  Pode ser que suas circunstâncias são piores como no caso de um casamento acabado, um emprego perdido ou uma grande perda financeira.  Mas o que realmente importa é se a vida interior piorou, se a pessoa demora em recuperar sua fé, confiança, amor, esperança ou às vezes nunca as recupera.
Incrível como pareça, gigantes da fé podem sofrer disto.  Podemos citar Abraão em oferecer sua esposa para outros reis, Davi na morte de seu filho Absalão, Pedro na negação de Jesus e outros.  Possivelmente a história que mais me impressiona nesse sentido é de José de Egito.  Ele atingiu um grande nível de espiritualidade, de sucesso e de equilíbrio que o levo ao topo do governo.  Ele expressa que seus problemas acabaram através dos nomes que ele dá para seus filhos: “Ao primeiro, José deu o nome de Manassés, dizendo: ‘Deus me fez esquecer todo o meu sofrimento e toda a casa de meu pai’.  Ao segundo filho chamou Efraim, dizendo: ‘Deus me fez prosperar na terra onde tenho sofrido’” (Gn 41.51, 52).  O passado resolvido, superado, deixado para trás, o gigante espiritual olha para frente e abraça o futuro maravilhoso que Deus lhe havia concedido.  Até que o passado volta e seus irmãos aparecem de novo.  Nesse momento, ele regride; volta a sentimentos que ele nem sabia que tinha.  Dá para enxergar oito características de uma pessoa ferida na forma que ele reage a seus irmãos em Gênesis 42:
1.      Ela coloca uma máscara, não deixando os outros saberem quem ela realmente é, muito menos seus sentimentos (v. 7 em diante).
2.      Ela fala asperamente, ainda quando fala palavras simples como “De onde vocês vêm?” (v. 7).
3.      Lembranças do passado, até de seus sonhos, são doloridos (v. 9).
4.      Ela acusa (v. 9).  (Quantas vezes uma pessoa ferida acaba fazendo o trabalho de Satanás para ele, acusando todo o mundo de estar errado, menos ela).
5.      Não ouvi o que ela não quer ouvir (v. 12).
6.      Faz demandas, impondo sua perspectiva ou manipulando as pessoas para que façam o que ela quer (vv. 14-16).
7.      Faz os outros sofrerem (v. 17).
8.      Se chorar, é um choro de tristeza segundo o mundo (2 Co 7.8-11) e não um choro que libera, que cura, que alivia (v. 24)
Crise!  Que derrota gigantes da fé.  O que faz de José um verdadeiro gigante, como também os outros nomes que citamos acima é que voltaram de sua derrota.  Gosto do ditado “Não importa o erro que fazemos tanto quanto o que fazemos depois”.

Relativamente poucas pessoas conseguem superar as crises.  A maioria acha que estão fazendo isso quando agüentam até as crises passarem.  Mas eles não cresceram, não são melhores pessoas, mais maturos, sábios ou equilibrados do que antes.  Ficam como eram; na verdade, não superaram a crise, apenas a sobreviveram. 
Quem supera uma crise é a pessoa que enxerga que Deus está agindo através da mesma.  Ao invés de simplesmente tolerar a crise, procura os propósitos de Deus no meio dela.  Ainda é um mecanismo de defesa quando fazemos isso e acabamos “descobrindo” grandes propósitos de Deus para as pessoas ao nosso redor mudarem.  Quem verdadeiramente supera uma crise é aquele que descobre o que Deus está querendo fazer nele (Tg 1.2-5).  Essa pessoa se quebranta e deixa Deus fazer Sua plena obra nela.  Ela entrega a estrutura falida que não está conseguindo administrar a crise e pede para Deus lhe revelar uma nova estrutura interna, uma nova forma de enxergar a vida e especialmente os propósitos d’Ele.  Esta pessoa persevera não para simplesmente resistir até que a prova ou crise passa, mas persevera na luta com Deus, como Jacó (Gn 32.22-32), até que Deus toque nela de uma forma que sua vida nunca mais será a mesma. 
Dos três tipos de respostas às crises, apenas esta terceira leva a pessoa, nas palavras de Paulo, a passar de glória em glória (2 Co 3.18).  Ela abandona a glória da estrutura passada, das respostas que serviram por muito tempo ao invés de se esconder atrás delas como Moisés fez com o véu (2 Co 3.12-18).  Esse quebrantamento abre a porta para a nova glória.
Os psicólogos, especialmente no campo do desenvolvimento humano como no caso de Erik Erikson, Piaget ou Kohlberg, falam disso.  Eles dizem que todo ser humano passa por etapas ou fases.  Cada fase é necessária e saudável e em cada fase a pessoa procura um equilíbrio que a permite lidar com a vida.  Ao mesmo tempo, com o passo do tempo a estrutura interna dessa fase se mostra inadequada para as novas realidades que a pessoa precisa enfrentar.  Ela é forçada a entrar num período de desequilíbrio (crise) no processo saudável e necessário de encontrar um novo e melhor equilíbrio, uma nova estrutura interna que corresponde melhor aos fatos e que a permite administrar as crises.  O desequilíbrio é a porta para o crescimento, é a oportunidade perigosa que chamamos de crise.  Quando realmente superamos a crise, crescendo através dela, passamos para um novo nível de equilíbrio.  Ficamos nisso até crescermos o suficiente para nos prontificar para uma nova fase; então Deus, em sua sabedoria, nos envia uma nova crise, um novo desequilíbrio, para nosso crescimento.  Que trágico quando alguém não entende isto e recusa ir para frente.  Acaba se “congelando” ou paralisando emocionalmente na fase onde está, optando para não abandonar as estruturas atuais.
De forma parecida, muitos de nós não estamos dispostos abrir mão de nossos paradigmas, estruturas internas ou cosmovisão.  Insistimos em manter o que sempre fomos ensinados.  Acabamos agüentando a crise ao invés de superá-la, até às vezes retrocedendo na fase dela.
Minha esposa, Débora, escreveu um livro dando perspectivas sobre abuso sexual e chamou o livro de Vítima, Sobrevivente, Vencedor (Editora Vida/Sepal).  Ela captou nesse título as três formas que as pessoas respondem às crises: a vítima vê que o problema está nas outras pessoas e circunstâncias e ela recua das dificuldades.  O sobrevivente não recua; persevera e continua para frente ainda que sem alegria e liberdade.  O vencedor, aquele que deixa Deus refazer seu interior, cresce, passa de glória em glória, experimentando a gloriosa liberdade dos filhos de Deus (Rm 8.19-21).
Quando você enfrenta uma crise, não pensa apenas em como sair dela ou como perseverar até ela passar.  Pensa em superá-la, contorna-la para que seja uma oportunidade de crescimento, de quebrantamento, de ver a glória de Deus liberado em você e através de você.  Quando outros ao seu redor passam por crise, não pense primeiro em como proteger elas ou como ajudar elas escaparem da crise.  Pergunte para Deus o que Ele está fazendo e procure acompanhar os propósitos d’Ele para que essa pessoa possa ser não uma vítima, nem apenas um sobrevivente e sim um vencedor!
Perguntas para reflexão:
1.      Qual crise você está enfrentando agora?  Tem alguma crise interna que volta com uma certa regularidade?
2.      Pense nessa crise, ou naquela que você sofreu mais recentemente, e pergunte: quais podem ser os propósitos de Deus no meio disso?
3.      O que Deus quer lhe ensinar através da crise?  Ele está lhe chamando para alguma mudança, possivelmente para um quebrantamento, para que o Espírito e a glória d’Ele possam fluir bem mais em você do que antes?
4.      Já que poucos conseguimos ser vencedores sozinhos, quem pode lhe acompanhar para que você não seja apenas uma vítima ou sobrevivente?